De que maneira a inovação em governança pode impactar o futuro dos serviços funerários?  

Por Diego Velázquez 5 Min de leitura
Tiago Oliva Schietti

Tiago Schietti, a partir de sua experiência como empresário cemiterial e funerário, pontua que a busca por eficiência e transparência tem transformado profundamente a administração de necrópoles e serviços de acolhimento no Brasil. O amadurecimento do mercado exige que as organizações superem o modelo puramente tradicional de operação, adotando práticas modernas que garantam a longevidade institucional e o respeito absoluto às famílias. A consolidação da governança corporativa surge como o principal pilar dessa metamorfose, elevando o padrão de atendimento em momentos de extrema sensibilidade.

Neste cenário de transição estrutural, o empresário do setor cemiterial e funerário destaca que a profissionalização dos processos internos é o único caminho viável para assegurar a perenidade das empresas. A implementação de diretrizes claras de conformidade e transparência protege o legado das instituições e melhora diretamente a percepção pública sobre a atividade. 

Continue lendo para entender como esses mecanismos organizacionais estão redefinindo as bases da gestão funerária e gerando estabilidade no longo prazo.

Por que a conformidade se tornou indispensável na gestão de necrópoles e memoriais?

A resposta para essa provocação reside na complexidade regulatória e social que envolve o segmento na atualidade. Antigamente, muitas empresas operavam baseadas em costumes familiares, sem mecanismos formais de controle de riscos ou auditorias periódicas. O cumprimento rigoroso de normas ambientais, trabalhistas e sanitárias passou a exigir uma estrutura administrativa técnica e plenamente auditável.

Como observa Tiago Schietti, estabelecer políticas de compliance rigorosas previne falhas operacionais e mitiga vulnerabilidades éticas que poderiam comprometer o acolhimento das famílias. O especialista em gestão cemiterial argumenta que a clareza nos contratos de concessão de jazigos e na prestação de serviços de manutenção constrói um ambiente de mútua confiança entre a sociedade e as operadoras de cemitérios. Dessa maneira, a conformidade deixa de ser apenas uma obrigação legal e assume o papel de diferencial estratégico de reputação.

Tiago Oliva Schietti
Tiago Oliva Schietti

Como alinhar a sensibilidade do atendimento ao luto com práticas rígidas de governança corporativa?

O grande desafio dos gestores contemporâneos é humanizar os processos sem perder o rigor técnico necessário para a sobrevivência da organização. Muitas pessoas acreditam erroneamente que a adoção de metodologias administrativas rígidas afasta o calor humano e a empatia indispensáveis no momento da despedida. Na realidade, ocorre o oposto, pois a padronização ética dos procedimentos libera a equipe de preocupações burocráticas, permitindo foco total no suporte emocional.

Sob essa perspectiva de Tiago Schietti, a existência de conselhos consultivos independentes e comitês de ética ajuda a desenhar fluxos de atendimento muito mais acolhedores e transparentes. O profissional com atuação no segmento de cemitérios, memorialização e serviços funerários ressalta que regras claras de conduta evitam abordagens comerciais agressivas em momentos de fragilidade psicológica dos familiares. Portanto, os códigos de comportamento servem para salvaguardar a dignidade humana no acolhimento ao luto.

O papel da inovação tecnológica na transparência e no acolhimento

Além da reestruturação administrativa, a governança moderna no setor funerário caminha lado a lado com a transformação digital. Tiago Schietti aponta que a digitalização de registros, o desenvolvimento de inventários georreferenciados de jazigos e a implementação de plataformas integradas para a contratação de serviços eliminam a opacidade que historicamente gerava desconfiança no público. 

Essa eficiência tecnológica não visa robotizar o atendimento, mas sim garantir a rastreabilidade dos processos e a segurança jurídica das famílias. Quando as ferramentas digitais são orientadas por princípios rígidos de governança, o resultado é uma operação mais ágil, sustentável e, acima de tudo, focada em oferecer uma experiência de despedida digna e sem sobressaltos burocráticos.

A consolidação de uma nova era na gestão funerária nacional

As diretrizes recomendadas pela Acembra Sincep já apontam para a necessidade urgente de as empresas do setor revisarem suas estruturas diretivas. A profissionalização de cargos de liderança, a prestação de contas periódica e a separação clara entre a propriedade e a gestão são passos fundamentais para a modernização desse mercado no país.

Como resume o empresário cemiterial e funerário, Tiago Schietti, as instituições que resistirem à implantação desses mecanismos de controle perderão espaço para redes que priorizam a transparência e a responsabilidade socioambiental. O empresário ligado à modernização e profissionalização do setor funerário conclui que o futuro da atividade depende diretamente da capacidade das lideranças em unir eficiência, governança corporativa e o futuro do setor de cemitérios.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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