Lipoaspiração e flacidez: Por que nem toda flacidez melhora com lipo?

By Gerich Hameriret 5 Min Read
A relação entre lipoaspiração e flacidez analisada por Dr. Haeckel Cabral.

Lipoaspiração e flacidez são dois temas que costumam se misturar na cabeça de quem busca contorno corporal melhor definido. Como observa o Dr. Haeckel Cabral, a lipo pode transformar o desenho do corpo quando a indicação é correta, porém não é um tratamento universal para pele frouxa. Se você quer tomar uma decisão segura e evitar frustrações com o resultado, agende uma avaliação e leia este artigo até o fim para entender o que a técnica corrige, o que ela não corrige e quais alternativas entram no planejamento.

O que a lipo realmente trata no corpo?

A lipoaspiração é uma cirurgia voltada à remoção de gordura localizada, especialmente aquela gordura que persiste mesmo com dieta e treino. Ela melhora linhas e transições: afina cintura, reduz volume em regiões específicas e ajuda a desenhar melhor a silhueta. Isso significa que o alvo principal é o tecido gorduroso subcutâneo, e não a pele.

Quando a pele é elástica, ela tende a se acomodar melhor após a redução de volume. Em contrapartida, quando a pele já está flácida, com pouca capacidade de retração, retirar gordura pode não “puxar” a pele o suficiente para ficar lisa. No entendimento do Dr. Haeckel Cabral, essa é a origem de muitas decepções: A paciente quer melhorar flacidez, mas escolhe um procedimento cujo foco é gordura.

Por que algumas peles retraem e outras não?

A retração da pele depende de elasticidade, colágeno, idade, genética e histórico corporal. Em linhas gerais, peles mais jovens e com boa qualidade tendem a contrair melhor após a lipo. Já peles com estrias extensas, flacidez antiga, grande variação de peso ou pós-gestação podem ter fibras mais “cedidas”, com menor capacidade de voltar ao lugar. Tendo como referência o comportamento da pele, existem três cenários comuns:

  • Pele com boa elasticidade: a Lipo reduz volume e a pele acompanha, com contorno mais firme;
  • Pele com elasticidade intermediária: A melhora é parcial e pode haver pequenas ondulações até a acomodação final;
  • Pele com baixa elasticidade: A lipo reduz volume, porém sobra pele, ou a flacidez fica mais evidente em determinadas áreas.

Como ressalta o Dr. Haeckel Cabral, o ponto não é prometer “pele esticada”, e sim avaliar o que a pele consegue fazer sozinha após a retirada de gordura. Essa leitura muda completamente o plano cirúrgico.

Dr. Haeckel Cabral explica por que a flacidez nem sempre melhora com lipoaspiração.
Dr. Haeckel Cabral explica por que a flacidez nem sempre melhora com lipoaspiração.

Como a avaliação define o melhor caminho?

A avaliação responsável separa gordura de pele. À vista disso, alguns pontos costumam ser analisados: teste de elasticidade, presença de estrias, grau de sobra cutânea, qualidade do tecido subcutâneo e distribuição de gordura.

Também se observa a expectativa do paciente. Se o desejo é “ficar mais firme”, a pergunta central não é quantos litros aspirar, e sim qual procedimento entrega firmeza. Como comenta o Dr. Haeckel Cabral, quando o objetivo real é reduzir sobra de pele, a solução mais previsível costuma envolver procedimentos de ressecação e reposicionamento, não apenas lipoaspiração.

Qual é o papel do pós-operatório na aparência do contorno?

Mesmo quando a indicação é correta, o contorno final não aparece nos primeiros dias. Edema, fibrose transitória e acomodação dos tecidos influenciam a leitura. Assim sendo, é comum que a pele pareça mais irregular ou mais solta no início, e depois melhore com o tempo.

Isso não significa que o pós-operatório “conserta” flacidez estrutural. Ele apenas permite que o corpo finalize a acomodação e o inchaço reduza. Como resultado, quem tinha boa elasticidade tende a ficar melhor com o amadurecimento. Já quem tinha baixa elasticidade pode notar melhora limitada, mesmo com uma recuperação impecável.

O que esperar com segurança?

Como conclui o Dr. Haeckel Cabral, a lipoaspiração e a flacidez não são sinônimos. A lipo trata gordura localizada e melhora o contorno quando a pele consegue acompanhar. Já a flacidez significativa costuma exigir procedimentos que removem o excesso de pele e reposicionam os tecidos, pois nem toda pele se retrai apenas com a perda de volume. Em suma, a decisão mais segura é aquela que começa com um diagnóstico correto e expectativas realistas. 

Autor: Gerich Hameriret

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